GP 2009 também é palco delas: as mulheres Adalberto Silva/CBFS
Renata Ramos anota as estatísticas da seleção de Moçambique
Apesar de ser um universo ainda dominado pelos homens, aos poucos as mulheres alcançam espaço nas equipes de futsal. Renata Ramos, preparadora física de Moçambique, e Ana Patrícia Scobar, fisioterapeuta da Guatemala, são duas dessas mulheres que encontraram seu lugar no futsal profissional.
Elas são as únicas mulheres entre os membros das 16 delegações inscritas no 5º Grand Prix de Futsal, realizado em Goiânia e Anápolis, de 28 de junho a 5 de julho, e não se intimidam. "Todos os atletas e colegas de comissão técnica me respeitam dentro do time e quando falo sério eles sempre fazem o que peço e me atendem", conta Renata.
A educadora física é brasileira, natural de Recife, e há 7 meses mora e trabalha em Moçambique ao lado do pai, Roberval, técnico da seleção nacional.
"No Grand Prix de 2008 realizei um trabalho voluntário com a equipe de Moçambique e fui convidada para trabalhar em um time que disputa a liga esportiva do país". Antes de arrumar as malas rumo à África, Renata havia trabalhado 4 anos em um time profissional de futsal do Paraná.
Além da preparação física, Renata ainda possui outra função de grande importância dentro da comissão técnica moçambiquenha. Com um notebook ela registra todo o desempenho dos atletas durante as partidas.
"Faço toda a estatística da seleção. Ou seja, anoto tempo de jogo de cada atleta, erros e acertos de passe, gols marcados. E essas informações nos permitem ter noção do rendimento do time e saber onde estão os erros", explica.
Como em Moçambique os atletas ainda precisam se dividir entre o futsal e jornadas de trabalho ou estudo, Renata sabe que precisa "pegar leve nos exercícios". Segundo ela, a equipe fez apenas nove treinos antes do Grand Prix 2009. "O último torneio disputado pela seleção de Moçambique foi justamente o Grand Prix do ano passado. E essa é uma dificuldade a mais que precisamos driblar", aponta.
E as saudades do Brasil? "Moçambique é um país muito acolhedor e as culturas africana e brasileira são muito próximas. A identificação é grande e me sinto em casa. E como estou fazendo um mestrado lá, tenho a família por perto e há oferta de trabalho, ainda não penso em voltar", conclui.
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